A Nudez da Alma.
Contemplei minhas culpas internas Cultivadas com a mais bela ironia: Me tornei quem tanto julguei. E agora o orgulho do corpo nu Proporcional a vergonha da alma despida Se diluiu, se desfez Pois mesmo coberta me sinto exposta Todo aquele mau estar Com o mundo, com tudo Enjoo de mim mesma Era na verdade a intoxicação sentimental Que gerou o vomito Das minhas próprias entranhas almáticas Minha natureza decomposta e crua Minha frágil loucura Meu vão desespero Por incoerencias não digeridas Panicos existenciais diluidos Liquidos fecais depressivos O esgoto interno exposto A vil fragilidade humana No seu estado mais repulsivo Histerico e irracional. E agora... a fraqueza, a vergonha, O vazio existencial A nudez da alma Despida de toda a presunção De quem se descobriu não ser tão pura De quem se descobriu inimiga de si mesma Quando tanto odiou e julgou o outro, Que era igual a mim. E tudo o que nos resta ...